A partir da discussão proposta anteriormente sobre a falta de autores e intelectuais mulheres, negros, latino-americanos, africanos e asiáticos, propus a criação de Ambiente de Virtual de Aprendizagem onde os protagonistas fossem os que estão na periferia da universidade.
As aulas seriam através do Facebook, talvez não a plataforma mais indicada para tais discussões, devido a falta de ferramentas que possam organizar o conteúdo e ao fato de ser uma rede social que serve aos interesses do mercado.
Assim sendo, propus a criação da Obscenum - Academia Real, Virtual, Digital e Invisível. A palavra obscenum deu origem à que usamos hoje, obsceno, sinônimo de vulgar, despudorado. Originalmente, o vocábulo é a junção do prefixo "ob" com com "scena", ou seja, "aquilo que está por trás da cena". Sendo o objetivo desta academia dar voz aos intelectuais esquecidos nas universidades tradicionais, a Obscenum seria justamente o resgate daquelas vezes que ecoam ao fundo da cena masculina, branca e europeia.
Por mais que a internet seja um ambiente público, ainda que com ressalvas, a teríamos como um espaço colaborativo, em que estudantes pudessem compartilhar os trabalhos de diversos autores periféricos. Se o ensino a distância já é uma realidade, a Obscenum seria uma academia real e com potencial para ser algo mais - portanto, Virtual. Seria uma academia digital, por usar o ciberespaço como principal plataforma. E seria ainda, infelizmente, invisível, por tratar daqueles autores que são invisibilizados.
Apesar das ressalvas quanto ao uso do Facebook, a plataforma permite o upload de arquivos em open document, de vídeos, de podcasts etc, promevendo uma experiência multimodal. Seria um grupo aberto, para que todos os interessados pudessem compartilhar informações, conteúdo, dar suas próprias aulas sobre os temas propostos em variados formatos.
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